Neste mês de maio comemoramos a nossa padroeira, Nossa Senhora Auxiliadora, juntamente com as homenagens ao Dia das Mães. Isso nos faz rever o papel fundamental de Maria na história da nossa salvação, o papel dessa mulher que ao falar “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc 1,38), mudou o curso da nossa história. E como compreender esse “faça-se”?
Sem dúvida, ao dar esse consentimento, Maria deixou uma vida piedosa, simples e doméstica para assumir a desafiante missão de ser mãe de Jesus: uma figura pública questionável e transgressora, que desacomodou e incomodou muita gente. Abraçou uma vida cheia de conflitos e lutas ao estar ao lado de Jesus. De uma moça pacata e tranquila, passou a mãe de um condenado, humilhado e abandonado.
Pelas poucas passagens da vida de Maria, podemos perceber o desafio que foi, para ela, a vida de Jesus; o que Lucas diz que eles (Maria e José) não compreenderam, refere-se a toda a vida de Jesus e não só ao episódio do Templo (aos 12 anos).
No entanto, seu sim mudou e continua mudando a vida de milhões de pessoas mundo afora. Um “faça-se” que não ficou no passado, mas nos inspira ainda hoje. Todas as vezes que entregamos nossa vida pelo Reino, nosso sim se torna imensurável e infinito, ainda que desacomode muita gente, inclusive nós mesmos.
Maria exprime, historicamente, a receptividade e a doação; o acolhimento e a entrega. Sigamos o seu exemplo.